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Presidente da Ubisoft diz que 95% dos jogos no PC são pirateados

por Henrique Gonçalves | :: Wednesday, August 22nd, 2012

Uma hora ou outra alguém importante da indústria decide falar sobre o nível de pirataria na indústria dos videogames para tentar justificar suas medidas duvidosas de se defender diante o problema. E aqui está Yves Guillemont fazendo a sua parte.

Pirataria é um caso sensível nesta indústria, normalmente muitos reclamam mas fazem nada para resolver enquanto as publicadoras reclamam mais ainda e criam medidas sem sentido como DRM, DLC depois do lançamento, passes online e outras formas de segurança que no final atrapalha mais o consumidor em vez da pessoa que pirateou.

Uma empresa notória pela sua critica nada construtiva sobre a indústria no PC é a Ubisoft, em uma entrevista ao site Games Industry International, o presidente Yves Guillmont falou que o mercado Free 2 Play no PC está sendo a melhor ideia, mas para ele a porcentagem de pessoas que realmente pagam dinheiro nestes jogos é entre 5 a 7 por cento, a mesma porcentagem de pirataria nos PCs. De acordo a ele:

Nós queremos desenvolver no mercado do PC e F2P é a forma de ir agora. A vantagem de F2P é que nós podemos pegar dinheiro de países que não poderíamos anteriormente – lugares onde nossos produtos eram jogados mas não comprados. Agora com F2P nós ganharíamos o lucro, que ajuda a marca durar mais.

É uma forma de chegar mais perto de seus consumidores, e ter certeza que você terá dinheiro. No PC é somente entre 5 a 7 por cento dos jogadores que pagam, mas normalmente no PC é somente entre 5 a 7 por cento que pagam pelo jogo mesmo, o resto é pirateado.É entre 93-95 a porcentagem de pirataria, então no final é quase a mesma porcentagem. O dinheiro que conseguimos de pessoas que pagam é de um longo termo, então nós podemos continuar a trazer conteúdo;

Ele continua dizendo que o modelo F2P também seria mais barato para produzir e distribuir, já que não existiriam custos de cópias físicas. Porém ele vê que os jogos teriam que melhorar com o tempo, e por isso o trabalho seria cada vez maior.

Guillemont termina mostrando precaução no mercado F2P e prefere esperar para ver como tudo funcionará com o lançamento do Wii U e aos consoles da próxima geração, ele também acredita que o mercado crescerá imensamente depois do lançamento destes mesmos consoles.

Eu fico indignado como Guillemont ainda acredita que a porcentagem de pirataria no PC é de 93 a 95 por cento, isto é loucura e no final acaba contradizendo ele mesmo anos atrás quando a porcentagem era exatamente esta e acabou sendo um dos argumentos para adicionarem o DRM que obriga o jogador ficar online na internet 100% para que a Ubisoft o monitore e certifique que aquele jogo não é pirata. Se esta porcentagem que ele diz está certa, quer dizer que o DRM falhou miseravelmente para os jogadores no PC.

Se esta porcentagem é verdade e de dez jogos distribuídos pela empresa, nove são pirateados, então porque eles continuam distribuindo jogos para o PC? Porque obviamente não está saindo nenhum lucro desta estratégia. E se este mesmo fato é verídico, então porque a Valve, Blizzard, todos desenvolvedores independentes famoso de hoje em dia, Gearbox, Bethesda, Hi-Rez Studios e várias outras empresas que consideram o PC como mercado principal conseguem lucrar de alguma forma?

A resposta é simples: Não obrigue o seu consumidor a fazer acrobacias para conseguir usar seu produto, usar DRM, passes online, preços exorbitantes, lançamentos adiados na plataforma e basicamente tudo que prejudique o consumidor, vai fazê-lo ir em direção que as empresas não querem.

Ubisoft lança um DRM para Assassin’s Creed II, alguns meses depois o jogo aparece para baixar via torrent sem nenhuma das restrições que a distribuidora impôs ao jogador. O que você iria escolher? Um produto que vale US$ 60,00 onde é preciso de ter internet constante porque se não é impossivel de jogar, ou baixar o jogo rapidamente sem nenhum custo ou restrição?

Claro que a resposta sempre será o caminho mais rápido e simples, porque é isto que o consumidor quer. A Valve cria simples passos para alguém comprar o jogo, depois de comprado é só baixar e pronto, você tem tudo preparado pela própria Steam para jogar sem nenhum problema.

Empresas tem que servir ao consumidor, porque os perigos de hoje em dia na indústria são muito grandes para ficar criando restrições e travamentos, assim frustrando mais ainda aquele jogador que já pagou caro naquele produto. Então Ubisoft, tenha um pouco mais de esperança e não fique crticando uma plataforma que está sempre em crescimento, mesmo com seus inevitáveis problemas.

Sobre o Autor

Desde pequeno, Henrique é um gamer que gosta de pensar, falar e, finalmente, colocar no papel seus pensamentos. Seus jogos favoritos são aqueles que mostram uma história de verdade, mas dá uma chance para qualquer coisa.

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