Oniken – O jogo indie criado por dois brasileiros
[Oniken, um jogo desenvolvido pelos brasileiros Danilo Dias e seu amigo Pedro Paiva, apareceu recentemente pela internet então baixamos o demo que disponibilizam as duas primeiras missões e analisamos. Neste momento Oniken está disponivel no Desura e o jogo inteiro está por R$ 10,00. Agora vamos para a análise!]
Tempos atrás ouvi falar sobre um jogo chamado Oniken, ele ainda estava em fase beta mas duas coisas me deixaram intrigado: o primeiro é por ser um projeto querendo resgatar a dificuldade tão perdida que vimos hoje, e o segundo vem pelo motivo que este jogo está sendo feito por dois brasileiros, Danilo Dias e Pedro Paiva.
Agora Oniken terminou e está sendo vendido no sistema de download digital, Desura, por R$10,00. Mas logo abaixo vi que existe um demo com as duas primeiras missões disponíveis, e na hora minha curiosidade aumentou.
A primeira coisa que notei em Oniken é a sua estética 100% baseada em gráficos 8-bits da era NES, a abertura, a tela de apresentação e até o layout do controle mostrando um controle de NES fortifica o tema inteiro, as cinemáticas são inspirados por Ninja Gaiden além de sua jogabilidade adicionar a tudo isto.
A história de Oniken é simples, no ano 20XX a Terra se acabou e a única organização para mandar em tudo são os Oniken, um governo ditatorial opressor. Mas um único homem pode salvar todos, e ele é Zaku! A primeira missão coloca o jogador em uma base inimiga para ser destruída e dar um grande golpe estratégico em Oniken, enquanto a segunda coloca Zaku pilotando em uma espécie de moto futurista que consegue viajar pela água, lembrando muito as sessões motorizadas que vários jogos como Battletoads e The Revenge of Shinobi tinham.
A jogabilidade é simples, existem três botões: Um para pular, um para atacar com sua espada e outro para ativar o poder Berserk onde Zaku fica invencível com os poderes mais fortes, ele também tem um segundo poder de jogar granadas, quando disponíveis, apertando o botão para cima e ataque.
Os pulos são precisos e quando você falha é impossível de culpar o jogo, tendo somente você mesmo para colocar a culpa, porém encontrei alguns momentos que a habilidade de jogar granadas não funciona direito por fazer muitas coisas ao mesmo tempo tendo horas que dá certo e outras horas que dá errado, não é necessariamente uma coisa ruim mas é um tanto desesperador quando tudo está por um fio e o movimento não funciona.
Oniken não explica para você como se joga, e a única forma de entender tudo é entrando nas opções para entender qual botão serve para fazer o que, pode parecer uma coisa mínima mas eu fico extremamente feliz que não apareceu uma mensagem de tutorial quando comecei a jogar, fazendo lembrar mais ainda da antiga época onde os desenvolvedores não se preocupavam com tutoriais e sim com o jogo, enquanto hoje tutoriais na tela é uma funcionalidade que aparece em todos os jogos possíveis.
Agora é hora de falar o mais importante, a dificuldade. Oniken é um jogo muito difícil, o ponto de marketing dele é ser NES Hard e eles conseguem fazer isto de ótima forma usando todos os recursos que eram usados na época para aumentar a dificuldade, desde vários inimigos atacando ao mesmo tempo, até a limitação de suas habilidades.
No começo morrer é a coisa mais fácil de todas mas com o tempo é preciso de assimilar a distância do lançamento de granadas e a combinação certa entre pular atacando para acabar com os inimigos aéreos, e mesmo assim você irá morrer, é um acontecimento inevitável e espere ficar com muita raiva de si mesmo por isto, da mesma forma que ficávamos em nossa infância.
No fim Oniken é um jogo que vale a pena para várias pessoas, desde dos que gostam de um verdadeiro desafio até para aquele que quer lembrar da nostálgica época do NES, e é exatamente neste ponto que Oniken consegue se dar bem. É pela dificuldade que consegue resgatar os momentos de ira que todos nos tivemos com Contra, Ninja Gaiden e várias outras pérolas. Com certeza este é um jogo que vale a pena gastar o seu dinheiro.







