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Estudo revela que jogos violentos para crianças é o equivalente de comida gordurosa

por Henrique Gonçalves | :: Friday, June 22nd, 2012

Semana passada a Austrália finalmente terminou a proibição de jogos violentos, colocando uma classificação acima de 18 anos para estes jogos. Antes muitos jogos eram automaticamente banidos ou extremamente censurados pela influência que eles dariam para a população infantil, e agora a Austrália está livre disto tudo podendo desfrutar de Doom e vários outros jogos divertidos pela sua violência.

Em um recente estudo com o Dr. Wayne Warburton da Universidade Macquarie para Pesquisas de Crianças e Famílias revelou que jogos violentos podem causar sérios problemas para crianças. Ele continuou dizendo que televisão e qualquer outra mídia pode fazê-la ganhar atitudes agressivas e serem insensíveis perto da violência no mundo real, o motivo da generalização pela forma de entretenimento é pelo próprio cérebro que não consegue diferenciar mídia em geral e situações da vida real.

Ele finalizou com uma analogia um tanto quanta bizarra (mas verdadeira):

[Videogames] Ao longo termo é como se estivesse comendo comida gordurosa – um hambúrguer não vai te matar mas existe um efeito cumulativo.

Dr. Warburton está bem correto. Jogos violentos em uma mente que ainda não foi totalmente desenvolvida pode dar um efeito negativo para ela, por isso mesmo que existem estas classificações que infelizmente quase ninguém segue, é somente ver quantas crianças de 11 a 13 anos jogam o multiplayer de Call of Duty, e aquele jogo é classificado como 16 anos pela DJCTQ no Brasil e M de Maduro nos Estados Unidos pela ESRB.

Mas ao mesmo tempo eu acho que não deveria existir uma restrição completa, muitas crianças pequenas conseguem lidar com estes tipos de jogos, eu lembro de fazer Fatalities aos 10 anos e atropelar pessoas em GTA numa idade extremamente nova, mas aí que estava a diferença: Eu sabia que aquilo era virtual e não iria arrancar o coração da pessoa pelo peito na vida real. Infelizmente muitas crianças não conseguem distinguir entre o certo e errado.

Os culpados não são os videogames e sim falta de uma supervisão da família para consultar se a criança é apta de lidar com este tipo de informação, e partir daí que o responsável irá ver qual o jogo/filme/televisão ideal para ela. Enquanto nós não realizarmos que está é a melhor forma, a sociedade irá culpar toda forma de entretenimento e mídia existente.

Sobre o Autor

Desde pequeno, Henrique é um gamer que gosta de pensar, falar e, finalmente, colocar no papel seus pensamentos. Seus jogos favoritos são aqueles que mostram uma história de verdade, mas dá uma chance para qualquer coisa.

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