Análise: Max Payne 2 – The Fall of Max Payne
Max Payne 2: The Fall of Max Payne – PC (analisado), PS2, Xbox
[Desta vez estaremos vendo a continuação da famosa série, Max Payne 2: The Fall of Max Payne. Tudo isto para aguardar antecipadamente o lançamento de Max Payne 3, no dia 15 de maio.]
O primeiro Max Payne foi um ótimo jogo, tão bom que finalmente conseguiu uma continuação para continuar a triste história do nosso protagonista. Desta vez Max Payne trabalha como um detetive investigando sobras organizações criminais que estão brigando por território, no meio das investigações ele encontra a misteriosa mulher, Mona Sax, e a partir daí Max Payne finalmente encontra uma razão para viver. O enredo continua com os dois protagonistas e a sua jornada entre policiais corruptos, chefões da máfia e senadores que sabem demais.
O enredo de Max Payne 2: The Fall of Max Payne é uma grande melhoria em comparação ao primeiro, é mais complexo e revela pontos importantes até os últimos momentos do jogo, especialmente sobre Max e sua parceira, Mona. Por outro lado, todos os outros personagens são um tanto esquecíveis e tem pouco dialogo com Max, tirando o antagonista e outros dois personagens, nenhum outro é gostável o bastante para se lembrar.
O estilo de arte baseado em revistas em quadrinhos continua com várias melhorias, agora os atores falam o dialogo que está sendo escrito, os sons secundários existem desta vez e os desenhos estão muito mais bem feitos do que o primeiro jogo. Os monólogos de Max ficaram mais adultos, cheios de metáforas comparando com seus momentos que tudo começa a clarear, agora é possível sentir emoção através das cenas em quadros. Por mais que sejam imagens, o time da Remedy conseguiu criar uma atmosfera e tensão com eles.
Uma coisa adicionada foram os segmentos onde Max começa a sonhar sobre os momentos chaves que acontecem durante o jogo. Um efeito constante de náusea onde a imagem fica se movendo é grande neste momento, além de várias ilusões de Max atirando em si mesmo e outros personagens sendo usados como simbolismo na sua luta incansável por uma vida que ele tanto odeia.
Desta vez, Max fica dividido em lutar para viver e ao mesmo tempo querer se matar, ainda existe remorso e culpa pela sua família assassinada mas ele quer melhorar a vida e renovar com sua nova paixão. Tudo isto acaba tomando parte na irônica vontade de viver para um personagem que quer tanto se matar. Estes pontos de enredo adicionando aos pequenos detalhes que são igualmente importantes para o ambiente que o jogo quer entregar para quem está no mundo. É uma experiência que traz imersão, usando o seriado de TV fictício “Dick Justice” e outros programas que aparecem quando a televisão é ligada. Estes são os momentos que Max Payne 2 consegue envolver o jogador em seu mundo sério e depressivo criado pela Remedy.
Max Payne 2: The Fall of Max Payne continuou com a sua mesma jogabilidade em terceira pessoa com sua habilidade assinatura, o Bullet Time, de volta. Mas tudo isto foi melhorado, a movimentação de Max está mais fluida e o sistema de Bullet Time foi mudado para facilitar o jogo, mas ao mesmo tempo não deixando ele fácil demais, por exemplo no primeiro jogo o movimento de cambalhota em câmera lenta gastava a energia de adrenalina, desta vez o movimento continua o mesmo mas não se gasta a energia, deixando ela para os momentos mais difíceis quando grande número de inimigos aparecem de uma vez. Agora que a barra de adrenalina não se gasta tanto, a racionalização dela é muito melhor e faz o jogo suportável em momentos que o anterior não era.
Enquanto o Bullet Time fez o jogo mais fácil, sua dificuldade pela falta de checkpoints continua. Quem for um iniciante da série terá que aprender a usar os botões de salvar porque muitos momentos o jogo pode ser impiedoso da mesma forma que foi o primeiro, te fazendo voltar a jogar sessões por causa de pequenos erros. O lado bom que agora toda cinemática pode ser facilmente pulada usando apenas o botão “Enter” sendo de jogabilidade ou de pontos importantes da história.
Os gráficos ficaram bem melhores e é possível notar na forma que os personagens agem, sendo mais acreditável quando acontece algum tiroteio. Além disso as feições de Max melhoraram significativamente mostrando efeitos de velhice e os machucados permanentes que vão acontecendo durante o jogo.
Contudo, Max Payne 2: The Fall of Max Payne conseguiu ser uma continuação de verdade, melhorou em todos os quesitos possíveis, seu enredo está ótimo e a sua jogabilidade perfeita como nunca. A diferença entre o primeiro e o segundo é extremamente grande e, o que me faz torcer para que Max Payne 3 tenha o mesmo nível de diferença entre as continuações quanto este teve.








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